CD nº 32/2023

Regulamento sobre a atuação do encarregado

Atalhos de teclado

c
Sumário do voto processado
l
Páginas do voto original
Shift C
Modo leitura do voto processado
Shift L
Modo leitura da voto original
n
Menu de votos (as setas para cima e para baixo percorrem os itens)
← ou →
Voto anterior ou próximo na ordem do menu (seta para a esquerda vai ao anterior; seta para a direita vai ao próximo)
t
Texto limpo (sem remissões e verbetes)
s
Busca global do acervo
?
Esta lista
Esc
Fecha o que estiver aberto e volta da tela cheia

Nenhum deles dispara enquanto você digita num campo.

Voto processado

Notas pessoais de estudo

Circuito Deliberativo
CD nº 32/2023
Processo
00261.000226/2022-53
Relatoria
Arthur Pereira Sabbat
Data de abertura
Data de encerramento
Duração do circuito
6 dias
Categoria
encarregado · participação social · regulação
Resultado
5-0 — unânime
Processamento
transcrito por OCR
Confiança da análise
média

Outros circuitos deste processo

  • CD nº 13/2024 Abertura em Regulamento sobre a atuação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais

Contexto

Contexto estendido

A LGPD prevê a indicação de encarregado pelo tratamento de dados pessoais e atribui à ANPD competência para detalhar sua atuação. O CD nº 32/2023 examinou uma minuta para esclarecer indicação, atribuições e formas de contato com titulares e com a Agência.

O relator propôs admitir encarregado pessoa natural ou jurídica, especificar a divulgação de identidade e contato e prever formas alternativas de divulgação para agentes sem site. A minuta também buscava proteger a autonomia técnica do encarregado e prevenir conflitos de interesse.

O Conselho aprovou o envio da minuta a consulta pública por 30 dias na plataforma Participa+Brasil e a realização de audiência pública durante esse período. A decisão encaminhou uma proposta para discussão; não aprovou naquele circuito as regras finais.

Em julho de 2024, a Resolução CD/ANPD nº 18/2024 no acervo do site aprovou o Regulamento sobre a atuação do encarregado. Em dezembro daquele ano, a ANPD publicou o Guia sobre a atuação do encarregado, que complementa o regulamento e explica as atividades do encarregado, inclusive sua função de canal entre titulares, agentes de tratamento e Agência. A notícia de lançamento do guia apresenta o material.

p. 1 e 6 leitura assistida por IA confiança média

Síntese do voto

A ANPD elaborou minuta para detalhar a indicação, a atuação e as atribuições do encarregado pelo tratamento de dados pessoais. O voto propôs ajustes e encaminhou o texto à participação social, sem aprovar ainda o regulamento definitivo.

p. 1–2 leitura assistida por IA confiança média

Questão

A minuta regulamentava adequadamente a indicação, a divulgação de informações, os deveres dos agentes e as atribuições do encarregado para seguir à consulta pública?

p. 1 e 4 leitura assistida por IA confiança média

Pedido

A área técnica pediu aprovação da minuta e consulta pública por 30 dias, acompanhada de audiência pública; o relator propôs ajustes ao texto.

p. 1–2 leitura assistida por IA confiança média

Decisão

O Conselho aprovou a minuta revista para consulta pública por 30 dias na Plataforma Participa+Brasil e audiência pública durante a consulta.

p. 6 leitura assistida por IA confiança média

Fundamentos

  1. O art. 41, § 3º, da LGPD autoriza a ANPD a detalhar definição e atribuições do encarregado e prever hipóteses de dispensa conforme porte e natureza do agente.

    p. 3–4 leitura assistida por IA confiança média

  2. Admitir encarregado pessoa natural ou jurídica amplia alternativas de contratação, inclusive para pequenos agentes dispensados de indicá-lo.

    p. 4 leitura assistida por IA confiança média

  3. A minuta torna obrigatória a indicação pelo controlador e facultativa pelo operador; para pessoas jurídicas públicas, prevê preferência por servidor estável sem estender esse regime às estatais.

    p. 4 leitura assistida por IA confiança média

  4. O encarregado precisa de recursos e autonomia técnica, acesso à alta administração e meios eficazes de comunicação; qualificações devem considerar contexto e riscos do tratamento.

    p. 4–5 leitura assistida por IA confiança média

  5. A divulgação no site é a regra; se o agente não tiver página própria, a proposta admite outros meios. A minuta também trata de conflitos de interesse e substituição.

    p. 5–6 leitura assistida por IA confiança média

Determinações

  1. Submeter a minuta revista à consulta pública por 30 dias, exclusivamente pela Plataforma Participa+Brasil, e realizar audiência durante a consulta.

    p. 3 e 6 leitura assistida por IA confiança média

Prazos

  1. Consulta pública: 30 dias, contados da publicação no Diário Oficial da União.

    p. 3 e 6 leitura assistida por IA confiança média

Votação

  • Arthur Pereira Sabbat relator

    Propôs aprovar a minuta revista e abrir consulta e audiência públicas.

    p. 6 leitura assistida por IA confiança alta

  • Joacil Basílio Rael acompanha o relator

    Acompanhou o relator.

    p. 8 leitura assistida por IA confiança alta

  • Nairane Farias Rabelo Leitão acompanha o relator

    Acompanhou o relator.

    p. 9 leitura assistida por IA confiança alta

  • Miriam Wimmer acompanha o relator

    Acompanhou o relator.

    p. 10 leitura assistida por IA confiança alta

  • Waldemar Gonçalves Ortunho Junior acompanha o relator

    Acompanhou o relator.

    p. 11 leitura assistida por IA confiança alta

Bases jurídicas

  • art. 41, § 3º, da LGPD competência

    Autoriza normas sobre definição, atribuições e hipóteses de dispensa do encarregado.

    p. 3–4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 5º, VIII, da LGPD fundamento jurídico

    Define o encarregado como canal de comunicação entre controlador, titulares e ANPD.

    p. 1 e 4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 63, caput, do Regimento Interno da ANPD procedimento

    Atribui ao Conselho Diretor competência exclusiva para expedir atos normativos por resolução, sujeitos aos procedimentos de consulta e audiência públicas.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 55-J, § 2º, da LGPD procedimento

    Fundamenta a consulta e a audiência públicas para regulamentos da ANPD.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 23, III, da LGPD competência

    Integra o fundamento legal para regulamentar a atuação do encarregado no tratamento de dados pelo Poder Público.

    p. 1 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 51 do Regimento Interno da ANPD competência

    Sustenta a escolha de resolução para editar o regulamento sobre a atuação do encarregado.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 63, § 1º, do Regimento Interno da ANPD procedimento

    Exige análise de impacto regulatório antes da edição de ato normativo da ANPD.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 3º, I, da Portaria ANPD nº 16/2021 procedimento

    Define audiência pública como instrumento de participação no processo de regulamentação.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • Emenda Constitucional nº 115/2022 fundamento jurídico

    É citada como ato que incluiu a proteção de dados pessoais entre os direitos fundamentais constitucionais.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 41 da LGPD fundamento jurídico

    O caput exige que o controlador indique encarregado; o voto também menciona o artigo ao tratar da indicação por pessoas jurídicas de direito público.

    p. 3–4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 41, § 1º, da LGPD fundamento jurídico

    Exige a divulgação pública da identidade e dos dados de contato do encarregado.

    p. 3 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 41, § 2º, da LGPD fundamento jurídico

    Enumera as atividades do encarregado.

    p. 3–4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 5º, VI, da LGPD fundamento jurídico

    Define controlador e operador para delimitar os agentes sujeitos às regras sobre encarregado.

    p. 4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 3º, II, da Resolução CD/ANPD nº 2/2022 fundamento jurídico

    Fixa o limite de receita para que agentes de tratamento de pequeno porte recebam o tratamento diferenciado previsto na Resolução; o voto cita o inciso ao tratar da indicação de mais de um encarregado.

    p. 4 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 50 da LGPD fundamento jurídico

    Prevê regras de boas práticas e governança relacionadas às atribuições do encarregado.

    p. 6 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 14, I, do Decreto nº 9.191/2017 procedimento

    Define técnica de elaboração normativa usada para justificar ajustes de redação na minuta.

    p. 5 leitura assistida por IA confiança média

  • art. 40, § 1º, do Regimento Interno da ANPD procedimento

    Fundamenta a submissão da minuta de regulamento à votação por circuito deliberativo.

    p. 6 leitura assistida por IA confiança média

Entendimentos deste voto

0221Último voto: Decisão

Atendimento pelo encarregado admite automação adequada

Relevância 4/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

A comunicação e o exercício de direitos devem ser céleres, eficazes e adequados ao contexto; a LGPD e a disciplina geral do encarregado não impõem atendimento humano nem vedam automação.

Discussão iniciada na consulta de 2023, resolvida na aprovação do regulamento e reiterada no guia de 2024. Não impede regulamentação futura específica nem dispensa efetividade dos canais.

Redações literais (3 referências em 3 circuitos)

4.29. No art. 14, excluo a expressão " e com o titular de dados pessoais". No mesmo artigo, proponho vedar as decisões automatizadas apenas no contexto do contato automatizado com a ANPD, em vez de estender essa vedação aos titulares, baseia-se na limitação da competência da ANPD e na consideração de que o uso de chatbots pode ser útil em certos contextos, como o cancelamento de serviços e a exclusão de dados pessoais.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 6 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

4.52. Por tais razões, proponho a substituição do antigo inciso III pelo novo inciso IV, que traz uma regra de cunho mais geral e coloca ênfase na celeridade, eficácia e adequação dos meios de comunicação com o encarregado e de exercício de direitos. Reconheço que os meios de atendimento podem ser distintos conforme a incidência de fatores os mais diversos, tais como o contexto e a natureza do agente de tratamento, o inciso IV proposto se concentra na eficiência e no resultado para o titular do mecanismo de comunicação com o encarregado adotado pelo agente de tratamento. Dada a sua natureza mais geral, a nova regra não afasta e nem se demonstra incompatível com uma eventual e futura regulamentação sobre a disponibilização de atendimento humano ao titular.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 13/2024, p. 15 · Relatoria: Miriam WimmerRegulamento sobre a atuação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais

4.29. No item 3 “Do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais”, ajustei abordagens de mérito e forma. Suprimi a recomendação de priorização do atendimento humano aos titulares, por entender que tal orientação extrapola o escopo do Guia e poderia ser interpretada como contrária à automatização, o que contrasta com a flexibilidade permitida pela LGPD. Ressaltei que o foco do Guia é exclusivamente a atuação do encarregado. 4.30. Optei por substituir o termo “assessorar” por “apoiar”, evitando interpretações que vinculassem a função do encarregado à criação de cargos formais, como o de assessor, algo que não encontra respaldo na legislação. Essa alteração visa reforçar a clareza funcional do encarregado, alinhando-se à linguagem prevista no Regulamento. 4.31. Também suprimi a recomendação de que o encarregado estivesse “sempre” disponível, por entender que essa expressão poderia sugerir, equivocadamente, a exigência de um regime de atendimento conXnuo (24/7), o que carece de fundamentação legal, considerando, ainda, que a disponibilidade deve ser compaXvel com a razoabilidade e a necessidade

Fontes deste trecho:
  • CD nº 27/2024, p. 7 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatGuia orientativo sobre a atuação do encarregado

0220Último voto: Decisão

Indicação do encarregado preserva a responsabilidade do controlador

Relevância 4/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

A indicação do encarregado não transfere a responsabilidade do controlador pela conformidade do tratamento perante a ANPD, sem afastar a responsabilidade pessoal do encarregado por seus próprios atos nas hipóteses legais.

Proposta de 2023 confirmada e delimitada na aprovação final do regulamento do encarregado em 2024.

Redações literais (2 referências em 2 circuitos)

4.26. Na Seção II, proponho ajustes formais, e altero o título para "Dos agentes de tratamento", ao invés do inicial "Dos deveres em relação ao encarregado", para que o título da referida Seção possa comportar tanto o inciso que trata dos "meios de atendimento humanizados do encarregado...", quanto o art. 8º, que destaca a permanência da responsabilidade do controlador na conformidade do tratamento dos dados pessoais. Nesse sentido, para aprimorar a estrutura normativa, converto nos incisos I, II e III parte do antigo art. 7º e os arts. 8º e 9º, e renumero os demais artigos.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 5 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

4.69. Por fim, no art. 17 foram incluídas as expressões “perante a ANPD” e “realizado pelo controlador”, a fim de deixar mais claro que a atuação da ANPD se dirige, como regra, ao agente de tratamento - e não ao encarregado. Ademais, o disposto no art. 17 não implica eximir o encarregado de qualquer tipo de responsabilidade, uma vez que, como todo funcionário ou agente contratado, o encarregado poderá responder pessoalmente pelos seus atos nas hipóteses previstas na legislação pertinente.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 13/2024, p. 20 · Relatoria: Miriam WimmerRegulamento sobre a atuação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais

0218Último voto: Decisão

Identidade e contato do encarregado devem ser divulgados no site

Relevância 4/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

A divulgação da identidade e do contato do encarregado no sítio eletrônico é a regra; outros meios são admitidos quando o agente não possuir página própria.

Regra proposta na consulta de 2023 e acolhida na aprovação final do regulamento em 2024.

Redações literais (2 referências em 2 circuitos)

4.25. No art. 6º, promovo ajustes verbais e na estrutura para conferir maior clareza ao texto. Insiro o §2º, com a seguinte redação: "§2º O agente de tratamento que não dispuser de sítio eletrônico próprio poderá realizar a divulgação de que trata o caput por quaisquer outros meios de comunicação disponíveis, inclusive aqueles usualmente utilizados para contato com os titulares, observado o disposto no § 1º deste artigo." Fica o parágrafo único, portanto, convertido em § 1º. A ideia é que as informações devem ser divulgadas no sítio eletrônico como regra geral, tendo em vista que as principais empresas e órgãos públicos possuem sites na internet. Desse modo na redação proposta no mencionado § 2º, haveria exceção apenas no caso de o agente de tratamento não possuir página própria.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 5 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

4.25. No art. 6º, promovo ajustes verbais e na estrutura para conferir maior clareza ao texto. Insiro o § 2º, com a seguinte redação: “§ 2º O agente de tratamento que não dispuser de sítio eletrônico próprio poderá realizar a divulgação de que trata o caput por quaisquer outros meios de comunicação disponíveis, inclusive aqueles usualmente utilizados para contato com os titulares, observado o disposto no § 1º deste artigo.” Fica o parágrafo único, portanto, convertido em § 1º. A ideia é que as informações devem ser divulgadas no sítio eletrônico como regra geral, tendo em vista que as principais empresas e órgãos públicos possuem sites na internet. Desse modo, na redação proposta não haveria exceção apenas no caso de o agente de tratamento não possuir página própria. (Voto nº 44/2023/DIR/AS/ANPD, SEI nº 0054958).

Fontes deste trecho:
  • CD nº 13/2024, p. 13 · Relatoria: Miriam WimmerRegulamento sobre a atuação do encarregado pelo tratamento de dados pessoais

0213Último voto: Decisão

Encarregado é obrigatório para controlador e recomendado para operador

Relevância 3/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

A indicação de encarregado é obrigação do controlador, ressalvadas as dispensas aplicáveis, e boa prática facultativa para o operador, em instituições públicas e privadas.

Distinção proposta na consulta de 2023 e reafirmada no Guia Orientativo sobre atuação do encarregado aprovado em 2024; o guia não cria obrigações além da legislação e do regulamento.

Redações literais (2 referências em 2 circuitos)

4.12. Com relação à indicação do encarregado, é obrigatória para o controlador (art. 3º) e facultativa para os operadores (art. 4º), sendo considerada uma boa prática de governança. Há também hipóteses de dispensa, nos termos da Resolução nº 2 CD/ANPD de 27 de janeiro de 2022. O controlador é quem toma as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais e o operador, aquele que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador (art. 5º, VI, da LGPD).

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 4 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

4.25. Adotei, em conformidade com o Regulamento sobre a Atuação do Encarregado, a previsão de que a indicação do encarregado é obrigatória para o controlador, enquanto, para o operador, constitui recomendação de boas práticas, conforme o art. 6º. Ressaltei que a maioria das organizações atua predominantemente como controladoras e, portanto, a indicação de encarregado como operadoras é menos frequente. Também destaquei que o art. 41 da LGPD não distingue entre instituições públicas e privadas no que concerne à obrigação de indicação. 4.26. Para facilitar a leitura, concentrei as informações relativas às hipóteses de dispensa de indicação no subtópico “Hipóteses de dispensa de indicação”, incorporando os valores e critérios definidos pela Resolução CD/ANPD nº 2/2022, acompanhados das referências legais pertinentes. Diversas remissões a dispositivos normativos foram convertidas em notas de rodapé, promovendo maior fluidez na leitura. 4.27. Excluí exemplos redundantes ou de baixa relevância, como o Exemplo 5, que replicava informações do Exemplo 4, e o Exemplo 6, que poderia gerar interpretações equivocadas de benefícios para grandes empresas. Reformulei a Figura 1, conferindo maior clareza e precisão visual. 4.28. No tópico relativo à substituição do encarregado, destaquei que, nos termos do art. 9º, § 1º, II, do Regulamento, a substituição deve ser feita por uma pessoa natural previamente designada. Assim, em casos em que uma pessoa jurídica é contratada como encarregado, esta deve indicar tanto um responsável quanto um substituto. 4.29. No item 3 “Do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais”, ajustei abordagens de mérito e forma. Suprimi a recomendação de priorização do atendimento humano aos titulares, por entender que tal orientação extrapola o escopo do Guia e poderia ser interpretada como contrária à automatização, o que contrasta com a flexibilidade permitida pela LGPD. Ressaltei que o foco do Guia é exclusivamente a atuação do encarregado. 4.30. Optei por substituir o termo “assessorar” por “apoiar”, evitando interpretações que vinculassem a função do encarregado à criação de cargos formais, como o de assessor, algo que não encontra respaldo na legislação. Essa alteração visa reforçar a clareza funcional do encarregado, alinhando-se à linguagem prevista no Regulamento. 4.31. Também suprimi a recomendação de que o encarregado estivesse “sempre” disponível, por entender que essa expressão poderia sugerir, equivocadamente, a exigência de um regime de atendimento conXnuo (24/7), o que carece de fundamentação legal, considerando, ainda, que a disponibilidade deve ser compaXvel com a razoabilidade e a necessidade

Fontes deste trecho:
  • CD nº 27/2024, p. 7 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatGuia orientativo sobre a atuação do encarregado

0216Último voto: Decisão

Qualificação do encarregado deve atender ao contexto organizacional

Relevância 3/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

Cabe ao agente definir qualificações profissionais do encarregado adequadas às necessidades, ao contexto e aos riscos do tratamento; não se exige experiência anterior específica como encarregado.

Critério proposto na consulta de 2023 e reafirmado no guia aprovado em 2024, de caráter orientativo.

Redações literais (2 referências em 2 circuitos)

4.15. No que se refere aos conhecimentos e às habilidades necessárias, os agentes de tratamento têm a responsabilidade de estabelecer as qualificações profissionais adequadas ao desempenho das funções do encarregado, levando em consideração as exigências da LGPD, o contexto e o risco das operações de tratamento de dados realizadas.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 4 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

4.32. Excluí trechos que vinculavam o perfil do encarregado a requisitos específicos, como qualificações e experiência prévia obrigatória, reforçando que a escolha do encarregado deve atender às necessidades organizacionais, conforme previsto no art. 7º do Regulamento, uma vez que profissionais com expertise em áreas correlatas, como segurança da informação ou governança de dados, podem ser tão aptos quanto aqueles que já exerceram a função em contextos diferentes. 4.33. No tocante ao Registro de Operações de Tratamento, excluí exemplos detalhados, considerando que a ANPD ainda não consolidou um modelo padronizado, e porque todos os tratamentos devem ser registrados, em conformidade com o art. 37 da LGPD. 4.34. Retirei menções à Agenda Regulatória, com vistas a garantir a atemporalidade do documento, e substituí descrições normativas por referências bibliográficas. 4.35. Quanto ao tópico Conflito de Interesses, excluí o exemplo 10 e ajustei as abordagens relacionadas, concentrando-me em situações que possam comprometer a autonomia técnica do encarregado, como a acumulação de funções incompaXveis (exemplo: chefe de TI e encarregado), uma vez que a análise de impactos concorrenciais decorrentes da disseminação de informações confidenciais ultrapassa o escopo da LGPD. 4.36. Retirei menções à atuação do encarregado como “isenta” ou “imparcial”, esclarecendo que sua função está orientada à proteção dos direitos dos titulares, conforme previsto no art. 18 do Regulamento, que destaca a necessidade de ética, integridade e autonomia técnica, evitando situações que possam configurar conflito de interesse. 4.37. Além disso, retiro as menções ao entendimento de outros organismos sobre o conflito de interesse envolvendo o encarregado, porque a ideia do Guia é explicar as balizas para identificação de eventual conflito de interesse, deixando a análise do caso concreto para os agentes de tratamento. 4.38. Essas alterações foram realizadas com o objetivo de aprimorar a objetividade, clareza e funcionalidade do Guia, garantindo sua conformidade com as diretrizes legais e regulamentares aplicáveis. 4.39. Diante disso, considero pertinente a continuidade do procedimento de deliberação, com a consequente submissão do presente voto e da versão revisada e consolidada do Guia Orientativo - Atuação do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais (SEI nº 0157209), à apreciação dos demais membros do Conselho Diretor.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 27/2024, p. 8 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatGuia orientativo sobre a atuação do encarregado

0217Último voto: Proposta regulatória

Encarregado precisa de recursos e autonomia técnica

Relevância 3/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

O agente deve prover recursos, autonomia técnica, acesso à alta administração e meios eficazes de comunicação com titulares e ANPD.

Proposta de regulamento do encarregado aprovada para consulta/audiência em outubro/novembro de 2023; não se trata de regra então vigente.

Redações literais (1 referência em 1 circuito)

4.16. Quanto aos deveres dos agentes de tratamento em relação ao encarregado, eles devem fornecer os recursos necessários para o exercício de suas funções, garantir sua autonomia técnica e acesso à alta administração, além de assegurar meios de comunicação eficazes com os titulares dos dados e a ANPD.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 4 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

0222Último voto: Proposta regulatória

Conflito de interesses impede indicação ou exige substituição

Relevância 3/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

Constatada possibilidade de conflito de interesses, o controlador deve interromper a indicação do encarregado ou substituí-lo.

Proposta de regulamento do encarregado aprovada para consulta/audiência em outubro/novembro de 2023; não se trata de regra então vigente.

Redações literais (1 referência em 1 circuito)

4.34. Na Seção III, proponho a inserção do art. 21, outrora art. 10, por se tratar de tema afeto à Seção III. Proponho, ainda, a inserção do parágrafo único ao artigo 21, dantes ligado ao antigo art. 10, mantendo a seguinte redação: "Uma vez constatada a possibilidade de conflito de interesses, o controlador não deverá prosseguir com a indicação ou deverá proceder a sua substituição'.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 6 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

0214Último voto: Proposta regulatória

Encarregado pode ser pessoa natural ou jurídica

Relevância 3/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

Admitir encarregado pessoa natural ou jurídica amplia a oferta de serviços e pode reduzir custos, inclusive para agentes de pequeno porte que optem por indicá-lo.

Proposta de regulamento do encarregado aprovada para consulta/audiência em outubro/novembro de 2023; não se trata de regra então vigente.

Redações literais (1 referência em 1 circuito)

4.10. Relativamente à definição do encarregado, a LGPD o define em seu art. 5º, inciso VIII, como a “pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD”. O art. 2º, II, da minuta de Regulamento estabelece que o encarregado pode ser tanto pessoa natural, quanto pessoa jurídica, ou seja, não se restringe apenas à pessoa natural. Entendo que essa medida é pertinente, para ampliar a oferta de prestadores de serviços e, possivelmente, reduzir os custos de contratação para aqueles agentes de tratamento de pequeno porte, que ainda que dispensados do dever de indicação pretendam fazê-lo.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 4 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

0215Último voto: Proposta regulatória

Encarregado público deve recair preferencialmente em servidor estável

Relevância 2/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

No setor público, a preferência por servidor estável não exclui contratação externa; admite-se mais de um encarregado conforme contexto, volume e tipo de dados.

Proposta de regulamento do encarregado aprovada para consulta/audiência em outubro/novembro de 2023; não se trata de regra então vigente.

Redações literais (1 referência em 1 circuito)

4.13. Já com relação às pessoas jurídicas de direito público, devem indicar um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 41 da LGPD e devem recair preferencialmente, sobre servidores estáveis detentores de reputação ilibada. Desse modo, é possível, também que haja a possibilidade de haver contratação de encarregado que não seja servidor público. Há inclusive a possibilidade de indicação de mais de um encarregado, considerando o contexto do tratamento de dados pessoais realizado, o volume e o tipo de dados tratados (nos termos do art. 3º, II, da Resolução).

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 4 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

0219Último voto: Proposta regulatória

Estatais devem indicar encarregado mesmo em concorrência

Relevância 2/5

Norma predominante: Res. CD/ANPD nº 18/2024 — Encarregado de Dados

A obrigação de indicar encarregado alcança empresas públicas e sociedades de economia mista ainda quando atuem em concorrência e não executem políticas públicas; regras para servidores estáveis e órgãos públicos não lhes são aplicáveis.

Proposta de regulamento do encarregado aprovada para consulta/audiência em outubro/novembro de 2023; não se trata de regra então vigente.

Redações literais (1 referência em 1 circuito)

4.22. No artigo 3º, § 2º, proponho a retira da expressão: "os serviços notariais e de registro exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, quando estiverem operacionalizando políticas públicas e no âmbito da execução delas(...)" , uma vez que as determinações dos incisos que se referem a "servidores estáveis" e a "órgãos públicos, não se aplicam nem aos cartórios e nem às estatais, e, no caso das estatais, há obrigação de indicar encarregado ainda que a empresa não operacionalize políticas públicas. Ou seja, ainda que a empresa atue no regime de concorrência de mercado, terá obrigação de indicar encarregado. Renumero os parágrafos, devido a erro material e promovo ajustes verbais, para fins para fins de cumprimento à LC 95/90, e ao art. 14, I, do Decreto 9191.

Fontes deste trecho:
  • CD nº 32/2023, p. 5 · Relatoria: Arthur Pereira SabbatRegulamento sobre a atuação do encarregado

Voto original

PDF oficial na ANPD

Fonte oficial
Página do arquivo na ANPD
Cópia preservada
PDF (275 KB)
Capturado em
SHA-256
d2dd3e1316932d63…
Camada de texto
sim — PDF com camada de texto; transcrição abaixo, 11 páginas

Transcrição assistida por IA. O texto foi reconstruído visualmente a partir das páginas do PDF com GPT-6 Luna e pode conter erros. Confira no original antes de citar.

Página 1

VOTO Nº 44/2023/DIR/AS/ANPD

PROCESSO Nº 00261.000226/2022-53 INTERESSADO: Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD DIRETOR ARTHUR PEREIRA SABBAT

1. ASSUNTO

1.1. Minuta de resolução que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado. Sugestão de submissão à Consulta Pública e realização de Audiência Pública.

2. EMENTA

2.1. PROPOSTA ATO NORMATIVO. MINUTA DE RESOLUÇÃO QUE APROVA O REGULAMENTO SOBRE A ATUAÇÃO DO ENCARREGADO. REGULAMENTAÇÃO DOS ARTS. 5º, VIII, 23, III, 41, §§1º, 2º E 3º DA LEI Nº 13.709/2018

3. RELATÓRIO

3.1. Vêm à apreciação deste Relator a presente minuta de Resolução, que visa a submeter à consulta pública o Regulamento sobre a atuação do Encarregado.

3.2. Conforme o Termo de Abertura de Projeto – TAP (SUPER nº 3168337), foi constituída equipe de projeto, com o objetivo de apresentar proposta de minuta de regulamento em apreço, em atendimento ao disposto no item nº 6 da Agenda Regulatória para o biênio 2023-2024, que versa sobre o encarregado pelo tratamento de dados pessoais, como iniciativa regulatória, em Fase 1 (itens cujo processo regulatório foi iniciado durante a vigência da Agenda Regulatória para o biênio 2021-2022).

3.3. Constituída a equipe de projeto, a Coordenação-Geral de Normatização (CGN) conduziu três reuniões técnicas, em 04/02/2022 (SUPER nº 3168341); em 10/02/2022 (SUPER nº 3181285); e em 17/02/2022 (SUPER nº 3196591), em que elencaram razões para a realização de tomada de subsídios sobre o tema em lide, e sobre as questões que viriam a compor essa modalidade de consulta à sociedade.

3.4. Por meio da Nota Técnica nº 9/2022/CGN/ANPD, de 17/03/2022, a Coordenação-Geral de Normatização (CGN) propôs a realização de Tomada de Subsídios por meio de reuniões técnicas, acrescida do encaminhamento de contribuições escritas correspondentes ao bloco de questões para qual o(a) convidado(a) se manifestaria (SUPER nº 3238835).

3.5. O Aviso de Tomada de Subsídios nº 1/2022 foi publicado no DOU em 18/03/2022, Edição 53, Seção 3, Página1, e a publicação ocorreu igualmente no site eletrônico da ANPD, na mesma data, com período de inscrições de 18 a 28 de março de 2022.

3.6. Por intermédio da Nota Técnica nº 14/2022/CGN/ANPD, de 04/05/2022, a CGN apresentou o resultado da seleção de participantes para as reuniões técnicas relativas à Tomada de Subsídios para coleta de contribuições a serem utilizadas na elaboração de Relatório de Análise de Impacto Regulatório sobre a regulamentação de norma sobre o encarregado.

3.7. No contexto da tomada de subsídios, foram realizadas cinco reuniões técnicas com 20 (vinte) especialistas de diferentes setores de atuação tais como: Academia e Centros de pesquisa; Agente de tratamento que realiza tratamento de alto risco; Agente de tratamento de Pequeno Porte; Setor Público,

Página 2

entre outros (SUPER nº 3328023 3328026, 3328030, 3328031 e 3328039).

3.8. Foram, ainda, realizadas reuniões com a Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos – ABIPAG (SUPER nº 343224); e com a Associação Nacional de Birôs de Crédito – ANBC (SUPER nº 3432761).

3.9. As contribuições recebidas na Tomada de Subsídios forma debatidas pela equipe de projeto em reuniões no dia 21/06/2022 (SUPER 3448323 e 3472872).

3.10. Em virtude da necessidade de priorização de outros projetos de regulamentação na CGN (Regulamentos de Dosimetria e Incidentes de Segurança, por exemplo), segundo orientação do Conselho Diretor, que levou à necessidade de alocação de recursos humanos da CGN para atendimento de tais demandas, o processo de regulamentação sobre o encarregado se houve suspenso, sendo retomado em 11/10/2022. Retomadas as reuniões pela CGN, a análise das contribuições e as alterações foram realizadas pela equipe de projeto, que subsidiou a elaboração da primeira versão da minuta.

3.11. A mencionada versão foi submetida à consulta interna entre o período de 13 de julho a 3 de agosto de 2023 (SUPER nº 4417227). A necessidade de edição do regulamento está consignada no Relatório de Impacto Regulatório (SUPER 4577279).

3.12. Analisadas as contribuições advindas da consulta interna, e debatidas nas reuniões (SUPER nº 4479723, 4483532 e 4577215), a proposta de minuta foi submetida à apreciação da Procuradoria Federal Especializada (PFE/ANPD), por meio da Nota Técnica nº 69/2023/CGN/ANPD, de 15/09/2023.

3.13. A Procuradoria Federal Especializada (PFE/ANPD) manifestou-se nos autos, por meio do Parecer nº 00046/2023/GAB/PFE/ANPD/PGF/AGU (SUPER nº 4641143) , que apresentou, em síntese, as seguintes recomendações: i) requisitos necessários para a análise de impacto regulatório (item 8); ii) refletir sobre a possibilidade de indicar a exigência de aptidão necessária, a critério do agente de tratamento (itens 36 e 37); iii) refletir sobre a necessidade de a regulação indicar preferencialmente a necessidade de conhecimentos mínimos desejáveis para o desempenho da atividade de encarregado (item 45); iv) reavaliar a dupla menção à norma de exceção (dispensa de encarregado aos Agentes de Tratamento de Pequeno Porte) e v) reavaliar o dispositivo que trata sobre a previsão de indicação de encarregado servidores preferencialmente estáveis destina-se apenas às pessoas jurídicas de direito público, excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista, com regime jurídico adstrito à Consolidação das Leis do Trabalho (item 53).

3.14. A equipe de projetos realizou ajustes na minuta, com as devidas justificativas, conforme consta na Nota Técnica nº 79/2023/CGN/ANPD (SUPER 4665463), e sugeriu a realização de Consulta Pública, pelo prazo de 30 (trinta) dias exclusivamente pela Plataforma Participa Mais Brasil, e de Audiência Pública para apresentação da matéria e debate junto à sociedade da proposta de ato normativo durante realização de Consulta Pública.

3.15. A versão final da minuta foi enviada à Secretaria-Geral da ANPD (SUPER nº 4671600) e, após sorteio, realizado em dia 24 de outubro de 2023 (SUPER nº 4674394), vieram os autos à minha relatoria.

3.16. É o relatório.

4. ANÁLISE

I. Aspectos formais

4.1. Inicialmente, verifico que a instauração e a instrução do processo obedeceram às disposições regimentais aplicáveis, havendo a necessária motivação para a edição do ato normativo

Página 3

proposto, observados os princípios aplicáveis, em particular os que constam da Constituição Federal e da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999.

4.2. Nesse sentido, a Resolução é o ato administrativo adequado para produzir os efeitos jurídicos pretendidos, uma vez que a edição de regulamento “expressa decisão quanto ao provimento normativo de competência da ANPD”, em conformidade com o art. 51 do Regimento Interno. De forma mais detalhada, o art. 63 do Regimento estabelece o seguinte: Art. 63. Os atos de caráter normativo da ANPD serão expedidos por meio de Resoluções, de competência exclusiva do Conselho Diretor, observados os procedimentos relativos à Consulta Pública e à Audiência Pública. § 1º A edição de atos normativos da ANPD será precedida de Análise de Impacto Regulatório, que será elaborado nos termos da legislação pertinente, contendo informações e dados sobre os prováveis efeitos do ato, a fim de verificar a razoabilidade do impacto e subsidiar a tomada de decisão.

4.3. Em atenção ao art. 55-J, §2º da LGPD e considerando a relevância e o interesse público da matéria em análise, a CGN sugeriu a realização de Consulta Pública, com um prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação no Diário Oficial da União. Propôs, ainda que as contribuições fossem encaminhadas, com as devidas justificativas exclusivamente pela Plataforma Participa + Brasil. Adicionalmente, sugeriu a realização de Audiência Pública, nos termos do art. 3º, inciso I, da Portaria 16, de 8 de julho de 2021, com a definição da data após a deliberação pelo Conselho-Diretor.

4.6. Quanto à técnica de redação, apresento algumas correções de digitação e alterações formais nas minutas anexadas ao processo em versão com marcas (SEI 4692014 ) e em versão final consolidada (SEI 4692038), para fins de conformidade com o disposto na Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, no Decreto nº 9.191, de 1º de novembro de 2017, e no Decreto nº 10.139, de 28 de novembro de

2019.

II. Análise de mérito
II.1. Premissas do voto

4.7. O direito fundamental à proteção dos dados pessoais foi incluído na Constituição Federal por da Emenda Constitucional (EC) nº 115/2022, dispõe que: “o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais é assegurado, nos termos da lei”. Reconhece-se, portanto, a importância intrínseca para a dignidade da pessoa humana e para o pleno exercício de direitos fundamentais.

4.8. No âmbito infraconstitucional esse direito foi estabelecido na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD, que tem o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

4.9. A Lei Geral de Proteção de Dados, em seu art. 41, § 3º, estabelece o poder regulamentar da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, sobre a definição e as atribuições do encarregado, inclusive hipóteses de dispensa da necessidade de sua indicação, conforme a natureza e o porte da entidade ou o volume de operações de tratamento de dados:

Art. 41. O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais.

§ 1º A identidade e as informações de contato do encarregado deverão ser divulgadas publicamente, de forma clara e objetiva, preferencialmente no sítio eletrônico do controlador.

§ 2º As atividades do encarregado consistem em:

I - aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências;

Página 4

II - receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências;

III - orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e

IV - executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares.

§ 3º A autoridade nacional poderá estabelecer normas complementares sobre a definição e as atribuições do encarregado, inclusive hipóteses de dispensa da necessidade de sua indicação, conforme a natureza e o porte da entidade ou o volume de operações de tratamento de dados.

4.10. Relativamente à definição do encarregado, a LGPD o define em seu art. 5º, inciso VIII, como a “pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a ANPD”. O art. 2º, II, da minuta de Regulamento estabelece que o encarregado pode ser tanto pessoa natural, quanto pessoa jurídica, ou seja, não se restringe apenas à pessoa natural. Entendo que essa medida é pertinente, para ampliar a oferta de prestadores de serviços e, possivelmente, reduzir os custos de contratação para aqueles agentes de tratamento de pequeno porte, que ainda que dispensados do dever de indicação pretendam fazê-lo.

4.11. Nesse contexto, a minuta de Regulamento atende a essa finalidade e traz, em seu artigo 2º, definições acerca de conflito de interesses; encarregado; identidade do encarregado; e informações de contato do encarregado.

4.12. Com relação à indicação do encarregado, é obrigatória para o controlador (art. 3º) e facultativa para os operadores (art. 4º), sendo considerada uma boa prática de governança. Há também hipóteses de dispensa, nos termos da Resolução nº 2 CD/ANPD de 27 de janeiro de 2022. O controlador é quem toma as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais e o operador, aquele que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador (art. 5º, VI, da LGPD).

4.13. Já com relação às pessoas jurídicas de direito público, devem indicar um encarregado quando realizarem operações de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 41 da LGPD e devem recair preferencialmente, sobre servidores estáveis detentores de reputação ilibada. Desse modo, é possível, também que haja a possibilidade de haver contratação de encarregado que não seja servidor público. Há inclusive a possibilidade de indicação de mais de um encarregado, considerando o contexto do tratamento de dados pessoais realizado, o volume e o tipo de dados tratados (nos termos do art. 3º, II, da Resolução).

4.14. A indicação do encarregado deve incluir suas qualificações profissionais e conhecimentos relacionados à privacidade e proteção de dados, bem como outras habilidades necessárias para o cumprimento de suas atribuições. A identidade e informações deverão ser divulgadas de forma clara e objetiva.

4.15. No que se refere aos conhecimentos e às habilidades necessárias, os agentes de tratamento têm a responsabilidade de estabelecer as qualificações profissionais adequadas ao desempenho das funções do encarregado, levando em consideração as exigências da LGPD, o contexto e o risco das operações de tratamento de dados realizadas.

4.16. Quanto aos deveres dos agentes de tratamento em relação ao encarregado, eles devem fornecer os recursos necessários para o exercício de suas funções, garantir sua autonomia técnica e acesso à alta administração, além de assegurar meios de comunicação eficazes com os titulares dos dados e a ANPD.

4.17. As atividades e atribuições do encarregado, além das estabelecidas no art. 41 da LGPD, são detalhadas na minuta de Regulamento, incluindo atividades complementares, como a elaboração de comunicações de incidentes de segurança, de registros de operações de tratamento, de Relatórios de Impacto à Proteção de Dados, análise de risco, entre outros. Além disso, a Resolução prevê a participação do encarregado em programas de governança em privacidade e proteção de dados, o que é fundamental para a conformidade com a LGPD.

4.18. A norma traz diretrizes para casos de conflitos de interesse, na qual o encarregado deve

Página 5

declarar qualquer situação que possa configurar tais conflitos. Essa disposição é essencial para garantir a imparcialidade do encarregado no desempenho de suas funções.

4.19. Não obstante, vislumbro a necessidade de alguns ajustes, com o fim de aprimorar a clareza e a objetividade da minuta de Resolução, conforme demonstrado a seguir, bem como as justificativas correspondentes.

5. ALTERAÇÕES SUGERIDAS PELO RELATOR

4.20. No contexto da Resolução e da minuta de Regulamento, em termos gerais, para fins de padronização e para permitir a coerência da terminologia, alinhando-se ao conceito de encarregado, no inciso VIII do art. 5º da LGPD, retirei a expressão “pelo Tratamento de Dados Pessoais” do nome do encarregado, permanecendo somente o termo “encarregado”, para garantir a conformidade com a Lei Complementar 95/90 e com o art. 14, I, do Decreto 9191, mesmo compreendendo que a LGPD, em outros trechos, refere-se ao encarregado com a descrição extensiva. Desse modo, opto pela versão conceitual.

4.21. No artigo 2º da minuta, faço ajustes de forma, com a finalidade de tornar o texto mais claro e coeso, nos incisos I e II. Já no inciso III, proponho a substituição da expressão “pessoa física” por “pessoa natural” visando a manter a conformidade com o Código Civil brasileiro, que utiliza essa terminologia.

4.22. No artigo 3º, § 2º, proponho a retira da expressão: “os serviços notariais e de registro exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, quando estiverem operacionalizando políticas públicas e no âmbito da execução delas(…)” , uma vez que as determinações dos incisos que se referem a “servidores estáveis” e a “órgãos públicos, não se aplicam nem aos cartórios e nem às estatais, e, no caso das estatais, há obrigação de indicar encarregado ainda que a empresa não operacionalize políticas públicas. Ou seja, ainda que a empresa atue no regime de concorrência de mercado, terá obrigação de indicar encarregado. Renumero os parágrafos, devido a erro material e promovo ajustes verbais, para fins para fins de cumprimento à LC 95/90, e ao art. 14, I, do Decreto 9191.

4.23. Do mesmo modo, proponho alterações formais no art. 4º, para adequar o texto à Lei Complementar 95/90 e ao Decreto 9191, garantindo sua conformidade com as diretrizes legais relevantes.

4.24. Já no artigo 5º, ajusto o texto para dar maior clareza e objetividade.

4.25. No art. 6º, promovo ajustes verbais e na estrutura para conferir maior clareza ao texto. Insiro o §2º, com a seguinte redação: “§2º O agente de tratamento que não dispuser de sítio eletrônico próprio poderá realizar a divulgação de que trata o caput por quaisquer outros meios de comunicação disponíveis, inclusive aqueles usualmente utilizados para contato com os titulares, observado o disposto no § 1º deste artigo.” Fica o parágrafo único, portanto, convertido em § 1º. A ideia é que as informações devem ser divulgadas no sítio eletrônico como regra geral, tendo em vista que as principais empresas e órgãos públicos possuem sites na internet. Desse modo na redação proposta no mencionado § 2º, haveria exceção apenas no caso de o agente de tratamento não possuir página própria.

4.26. Na Seção II, proponho ajustes formais, e altero o título para “Dos agentes de tratamento”, ao invés do inicial “Dos deveres em relação ao encarregado”, para que o título da referida Seção possa comportar tanto o inciso que trata dos “meios de atendimento humanizados do encarregado…”, quanto o art. 8º, que destaca a permanência da responsabilidade do controlador na conformidade do tratamento dos dados pessoais. Nesse sentido, para aprimorar a estrutura normativa, converto nos incisos I, II e III parte do antigo art. 7º e os arts. 8º e 9º, e renumero os demais artigos.

4.27. No Capítulo III, reordeno os artigos, em razão de alterações anteriores, para manter a estrutura coerente do documento, e adequo os textos do artigo e de seu parágrafo único.

4.28. No art. 10 renumerado, substituo a expressão “situações de afastamento” por ausências, impedimentos e vacâncias do encarregado”, e proponho que o substituto também seja designado por ato formal. No parágrafo único, retiro a expressão “de dados pessoais”, para fins de uniformidade terminológica com a LGPD, que utiliza apenas o termo “titular”.

Página 6

4.29. No art. 14, excluo a expressão “ e com o titular de dados pessoais”. No mesmo artigo, proponho vedar as decisões automatizadas apenas no contexto do contato automatizado com a ANPD, em vez de estender essa vedação aos titulares, baseia-se na limitação da competência da ANPD e na consideração de que o uso de chatbots pode ser útil em certos contextos, como o cancelamento de serviços e a exclusão de dados pessoais.

4.30. Proponho alterações formais no artigo 16 incluindo a renumeração do artigo 18 para artigo 15 e a inserção da expressão “nas seguintes atividades” para proporcionar maior clareza.

4.31. A eliminação da palavra “na” nos incisos do art. 16 visa a aprimorar a redação. As adições no inciso VIII ampliam a abrangência do artigo, considerando situações não relacionadas apenas a instrumentos contratuais.

4.32. No inciso IX do art. 16 proponho a substituição da expressão “no desenvolvimento” por “formulação” e a inclusão de “regras de boas práticas e de governança, nos termos do art. 50 da Lei nº 13.709, de 2018” visando a manter a consistência com a LGPD.

4.33. No artigo 17, caput, adiciono a expressão “protegido por Lei” para proporcionar clareza e especificidade ao texto. No parágrafo único, proponho a inclusão da expressão “observar o princípio da publicidade administrativa” para estabelecer diretrizes claras para a ação dos agentes de tratamento.

4.34. Na Seção III, proponho a inserção do art. 21, outrora art. 10, por se tratar de tema afeto à Seção III. Proponho, ainda, a inserção do parágrafo único ao artigo 21, dantes ligado ao antigo art. 10, mantendo a seguinte redação: “Uma vez constatada a possibilidade de conflito de interesses, o controlador não deverá prosseguir com a indicação ou deverá proceder a sua substituição’.

4.35. Sendo essas as principais alterações a serem incorporadas à minuta de ato normativo, acompanhadas das correspondentes justificativas técnicas e jurídicas, entendo pertinente a continuidade do procedimento de deliberação, com a consequente submissão do presente voto e da versão revista e consolidada do Regulamento à apreciação dos demais membros do Colegiado e avaliação da pertinência de realização de Consulta e Audiência Pública, conforme sugerido pela CGN.

5. VOTO

5.1. Diante de todo o exposto, voto pela aprovação da minuta de Resolução, que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado, conforme a minuta revista e consolidada anexada aos autos, com marcas (SUPER 4692014) e em versão final consolidada (SUPER 4692038).

5.2. Aprovo ainda, a realização de Consulta Pública, pelo prazo de 30 (trinta) dias exclusivamente pela Plataforma Participa Mais Brasil, e de Audiência Pública

para apresentação da matéria e debate junto à sociedade da proposta de ato normativo durante realização de Consulta Pública.

5.3. Por fim, considerando a relevância da matéria e a premente necessidade de regulamentação do tema, proponho a votação por meio de circuito deliberativo, nos termos do § 1º do art. 40, do Regimento Interno.

5.4. É como voto.

ARTHUR PEREIRA SABBAT Diretor Relator Documento assinado eletronicamente por Arthur Pereira Sabbat, Diretor(a), em 30/10/2023, às 19:08, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020.

Página 7

A autenticidade do documento pode ser conferida informando o código verificador 4693059 e o código CRC 345C556A no site: https://super.presidencia.gov.br/controlador_externo.php? acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Referência: Processo nº 00261.000226/2022-53 SUPER nº 4693059

Página 8

AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS Gabinete do Diretor Joacil Rael VOTO Nº 35/2023/DIR/JR/ANPD PROCESSO Nº 00261.000226/2022-53

INTERESSADO: ANPD ASSUNTO: Minuta de Resolução que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado.

CIRCUITO DELIBERATIVO Nº 32/2023 (SEI 4693301) DIRETOR JOACIL RAEL

Tabela transcrita
Campo Opção Seleção
Voto no Circuito Deliberativo Acompanho o Relator (Voto nº 44/2023/DIR/AS/ANPD - SEI 4693059) X
Voto no Circuito Deliberativo Não acompanho o Relator, nos seguintes termos:

Documento assinado eletronicamente por Joacil Basilio Rael, Diretor(a), em 31/10/2023, às 16:41, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida informando o código verificador 4695617 e o código CRC F5E4EBE1 no site: https://super.presidencia.gov.br/controlador_externo.php? acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Referência: Processo nº 00261.000226/2022-53 SUPER nº 4695617

Página 9

AUTORIDADE NACIONAL DE PROTEÇÃO DE DADOS Gabinete da Diretora Nairane Rabelo Leitão VOTO Nº 33/2023/DIR/NR/ANPD PROCESSO Nº 00261.000226/2022-53 INTERESSADO: Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD

ASSUNTO: Minuta de resolução que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado.

VOTO EM CIRCUITO DELIBERATIVO DIRETORA NAIRANE FARIAS RABELO LEITÃO

Tabela transcrita
Campo Opção Seleção
Voto no Circuito Deliberativo Acompanho a Relatoria no Voto nº 44/2023/DIR/AS/ANPD (SEI nº 4693059) X
Voto no Circuito Deliberativo Não acompanho o Relator, nos seguintes termos:

NAIRANE FARIAS RABELO LEITÃO Diretora

Documento assinado eletronicamente por Nairane Farias Rabelo Leitão, Diretor(a), em 01/11/2023, às 14:02, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida informando o código verificador 4695636 e o código CRC 1A0BACBB no site: https://super.presidencia.gov.br/controlador_externo.php? acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Referência: Processo nº 00261.000226/2022-53 SUPER nº 4695636

Página 10

VOTO Nº 34/2023/DIR/MW/ANPD PROCESSO Nº 00261.000226/2022-53 INTERESSADO: Autoridade Nacional de Proteção de Dados ASSUNTO: Minuta de resolução que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado. Sugestão de submissão à Consulta Pública e realização de Audiência Pública.

VOTO EM CIRCUITO DELIBERATIVO DIRETORA MIRIAM WIMMER

Tabela transcrita
Campo Opção Seleção
Voto no Circuito Deliberativo Acompanho o Relator (Voto nº 44/2023/DIR/AS/ANPD, SEI nº 4693059) X
Voto no Circuito Deliberativo Não acompanho o Relator, nos termos do Voto indicado a seguir:

Documento assinado eletronicamente por Miriam Wimmer, Diretor(a), em 06/11/2023, às 10:53, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida informando o código verificador 4699773 e o código CRC 204A27B7 no site: https://super.presidencia.gov.br/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Referência: Processo nº 00261.000226/2022-53 SUPER nº 4699773

Página 11

VOTO Nº 37/2023/GABPR/ANPD PROCESSO Nº 00261.000226/2022-53 INTERESSADO: Autoridade Nacional de Proteção de Dados ASSUNTO: Minuta de resolução que Aprova o Regulamento sobre a atuação do Encarregado. Sugestão de submissão à Consulta Pública e realização de Audiência Pública.

VOTO EM CIRCUITO DELIBERATIVO DIRETOR-PRESIDENTE WALDEMAR GONÇALVES ORTUNHO JÚNIOR

Tabela transcrita
Campo Opção Seleção
Voto no Circuito Deliberativo Acompanho o Relator (Voto nº 44/2023/DIR/AS/ANPD, SEI nº 4693059) X
Voto no Circuito Deliberativo Não acompanho o Relator, nos termos do Voto indicado a seguir:

Documento assinado eletronicamente por Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, Diretor-Presidente, em 06/11/2023, às 11:32, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no § 3º do art. 4º, do Decreto nº 10.543, de 13 de novembro de 2020. A autenticidade do documento pode ser conferida informando o código verificador 4707765 e o código CRC E44D3DAD no site: https://super.presidencia.gov.br/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Referência: Processo nº 00261.000226/2022-53 SUPER nº 4707765

Ver todas as definições normativas